Melhores ONGs classificou 353 organizações para a segunda fase de avaliação. Quem ficou na primeira etapa receberá devolutiva com avaliação detalhada até agosto

O Melhores ONGs, maior prêmio do terceiro setor do Brasil, está com novidades este ano. O prêmio lista as 100 organizações com melhores indicadores em quesitos como governança, transparência, comunicação e financiamento. É uma parceria do O Mundo Que Queremos com o Instituto Doar e a Ambev, e operado tecnicamente pela FGV de São Paulo.

Além de ser um farol para orientar os doadores e divulgar as organizações que mais se destacam por sua gestão e transparência nas ações, o Prêmio Melhores ONGs tem como objetivo ajudar no fortalecimento institucional das organizações, sejam elas grandes ou pequenas. Por isso, em 2020, as ONGs de menor porte terão, oficialmente, um destaque especial. Além das 100 melhores ONGs do Brasil, as 10 que mais se destacarem entre as pequenas também serão reconhecidas.

A novidade cria mais uma categoria de notoriedade, além das três pré-existentes — região, causa e destaque nacional. As pequenas ONGs já são citadas há duas edições, mas a partir dessa terão uma premiação específica. “Como o prêmio julga muita coisa registrada, as pequenas nem sempre conseguem competir com as grandes. É importante valorizá-las, já que, mesmo com suas práticas não tão sistematizadas, elas fazem muita coisa boa em suas comunidades”, explica Fernando Nogueira, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e conselheiro do Instituto Doar.

Este ano, 670 organização se inscreveram no prêmio e 353 foram selecionadas para a segunda fase. Até agosto, todas as que não passaram devem receber uma devolutiva detalhada da avaliação feita pelos julgadores e pela equipe técnica do prêmio, com valores de referência para cada questão avaliada. “Este relatório é um dos nossos sonhos desde o começo do Melhores porque permite que as ONGs avaliem como foram e possam usar isso como referência para seu processo de desenvolvimento institucional”, afirma Fernando. A intenção é que não só as ganhadoras, mas todas que se inscrevem, saiam mais fortes do concurso.

O envio do documento, que também começou a ser feito esse ano, deve ajudar as ONGs a fazer uma revisão de seus processos, com base em seus pontos fortes e fracos. As devolutivas devem começar pelas que não passaram para a próxima etapa e a intenção é que elas usem essas informações em seus planejamentos, priorizando ações para melhorar práticas de gestão que as tornem organizações mais fortes e sustentáveis. Assim poderão, inclusive, se posicionar melhor no ano seguinte.

Quem segue na competição agora está na fase de preparar a documentação, preenchendo o formulário da segunda fase, cujo prazo de envio vai até o dia 13 de julho. O prêmio, que acontece ao longo de todo o ano, está dividido em duas fases. Na primeira, durante a inscrição, as informações exigidas são mais objetivas. Na segunda, após filtro, também são pedidas informações qualitativas e documentos de gestão, que provem as práticas mencionadas. Até setembro, a comissão avaliadora vai julgar as novas respostas e o resultado final deve ser divulgado em novembro, em formato e data ainda não definidos.

O Prêmio
Em sua 4ª edição, a premiação reconhece as 100 melhores organizações do terceiro setor brasileiro. Desde seu lançamento, a premiação alcançou grande visibilidade no setor e continua crescendo, na medida em que se consolida como a principal referência em organizações filantrópicas no país. A equipe julgadora é formada por professores, doutorandos, mestrandos da FGV, jornalistas e lideranças sociais.

“A gente quer saber o quanto uma organização é clara em comunicar sua causa, o que ela faz, por que ela faz e como ela faz. Em síntese, a gente quer que as organizações tenham missão, causa e estratégia claras, uma ampla gama de apoiadores, práticas de gestão sistematizadas e transparentes, múltiplas fontes de sustentabilidade e legitimidade organizacional”, detalha Fernando Nogueira.