Seleção feita por equipe técnica pode ajudar outras organizações a fortalecerem suas gestões

Os documentos que guiam a gestão de uma ONG são parte importante de qualquer planejamento e também da execução de praticamente todas as suas ações. Para auxiliar as organizações na construção desses materiais, o Melhores ONGs enviou a todos os participantes da edição 2019 mais um material para ser usado como inspiração: a Seleção dos Documentos de Referência do Prêmio.

Organizados pela equipe técnica do Prêmio, em conjunto com a Consultoria Júnior Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e disponibilizados pelas organizações que mais se destacaram, os modelos são guias nos seguintes critérios, bases fundamentais de uma governança forte e estruturada:

    Código de Conduta;
    Fluxo de Caixa / Orçamento;
    Planejamento Estratégico;
    Plano de Captação de Recursos;
    Plano de Comunicação.

Esses arquivos são parte importante da avaliação do prêmio, que quer deixar clara a importância de que as organizações trabalhem na sistematização de suas práticas. Para Fernando Nogueira, membro da coordenação do Prêmio, os documentos são muitos significativos porque traduzem a transparência e os rumos que as organizações pretendem seguir naquele período. “Por mais que a realidade e os planos mudem, é importante ter algo no papel para direcionar e ajudar a guiar ações”, explica.

Qualquer organização, independente de seu tamanho e recursos financeiros, pode apresentar bons documentos. “Não estamos buscando um texto perfeito e diagramado, feito por consultoria, mas sim aquele que claramente faça sentido dentro daquele contexto. A última coisa que queremos é que seja algo feito só para o Prêmio e que nunca mais será consultado. É pra ser útil”, ressalta Fernando.

Para que esses planos sejam úteis, eles precisam ser feitos com metas realistas e previsões de ações. “Os indicadores precisam estar detalhados e fazer sentido para aquele contexto, levando em conta os custos e tudo o que precisará ser feito para atingir as metas. O que avaliamos é se esses documentos são aplicáveis e não apenas palavras ao vento”, detalha o pesquisador. Segundo ele, a elaboração desses arquivos é um momento para que os gestores parem, façam um balanço, pensem em seus históricos e também em planos. “É a hora de avaliar o que precisa ser feito para alcançar os objetivos, se a ONG tem que enviar mais propostas para empresas, participar de editais públicos, investir em telemarketing, etecetera”, exemplifica.

Cada ONG precisa encontrar o seu modelo ideal
Fernando Nogueira destaca ainda que, ao apresentar essas referências, os organizadores do Melhores ONGs não querem dizer dizer que elas são perfeitas ou que devem ser copiadas como único jeito certo de fazer a gestão de uma organização. A intenção é que servir de modelo e inspiração, principalmente para quem ainda não tem essa práticas. O pesquisador também lembra o espírito de colaboração e solidariedade, que são marca do setor social, agradecendo às ONGs que toparam compartilhar seus documentos com as outras.

A disponibilização desses documentos vai de encontro a um dos grandes objetivos do Prêmio, que é o de contribuir para o autodesenvolvimento institucional e organizacional de quem participa da avaliação. “A ideia é ser também um guia de boas práticas, que poderão ser incorporadas ao dia a dia das gestões, fortalecendo-as”, arremata.

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